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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Um tiro no nosso próprio pé! Vandalismo?

    
       Manifestações vindas diretamente do povo apontam para um desejo comum por aprimoramentos de nossos sistemas políticos e seus resultados em variados setores...
     Devemos lutar sempre por uma sociedade justa! Quando se fala por este princípio, o sonhamos pra todos os setores, inclusive para a polícia e suas atitudes no cumprimento de sua real finalidade. As deficiências de cada setor não podem ser uma justificativa  para outros erros. A luta de classes é modo de leitura válido, mas não o único; e será que, necessariamente mudanças acontecem somente  por vias de destruição ou vandalismos? Não acredito que seja um caminho viável para o momento atual... Apesar da genialidade da "luta de classes" está não é uma verdade suprema...mas uma forma de leitura da realidade mui útil. Gente é preciso se desafiar na crítica tanto pessoal quanto coletiva! Esta era um elemento muito comum, em quem a seu tempo desenvolveu e reconheceu a luta de classes. Não sejamos ingênios, justificando atitudes vandalistas, achando que isso é uma reclamação em nome da coletividade, e o praticante do ato, como um mero produto de injustiças, no máximo seria um sintoma de uma doença ou ferida social. Este tipo de tiro no nosso próprio pé, ainda que se tenha a certeza que este ou aquele vândalo haja em nome de uma causa comum, há de se perguntar - quem lhe deu a representatividade pela coletividade? Haje mesmo em nome desta? Sua atitude condiz com os interesses e bens da coletividade? Segundo um espírito democrático é o realmente desejado? Sem dúvida, há condicionamentos que nos são impostos, mas temos escolhas, queremos lutar por escolhas, e apesar da democracia ter suas limitações, esta sendo sujeita a aprimoramentos, apresenta-se como o melhor modo para o interesse de todos. Muitas vezes, o autoritarismo pode começar em atitudes individuais em nome de um ideal pela coletividade, mas sem coerência com a mesma, sem seu aval. Apoiar isto seria retroceder. Pior ainda, avalizaríamos as vantagens tiradas por interesses individuais, nesse momento de reivindicações em nome da coletividade. Vamos continuar, refletir e reivindicar... Temos novas ferramentas...  devemos cuidar por não repetir a cultura da violência e sanar seus estímulos...
                                                                                      (Vasconcellos, L. E. P)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Lagarto-Azul: Encontro de Tuishou Artes Marciais Clube

Lagarto-Azul: Encontro de Tuishou Artes Marciais Clube:  2º encontro de Tuishou Artes Marciais Clube de Petrópolis-RJ   Encontro de  Tuishou  Artes Marciais  Clube 13 de j...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Coragem para o Bom Senso: A Harmonia entre Mente e Coração

Ao refletir sobre a citação do pensador Osho acerca do contraste entre a coragem do coração e o cálculo da mente, somos levados a questionar se esses dois caminhos precisam ser excludentes. Em uma cultura acostumada a dualismos, contrapõe-se o sentir ao pensar como se fossem forças antagônicas. No entanto, uma análise mais profunda revela que a maturidade humana não reside na anulação de um pelo outro, mas no equilíbrio consciente entre a paixão e a razão.

Hoje recebi a seguinte citação no Facebook:

"A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina 'cor', que significa 'coração'. Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, criam em torno de si uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas — com teologia, conceitos, palavras, teorias — e, do lado de dentro, eles se escondem. O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido.[...] O Amor não deveria ser exigente, senão ele perde as asas e não pode voar... Um amor não motivado não tem fronteiras: é a fragrância do coração."

Osho


Diante dessa reflexão, resolvi propor um olhar sob outro horizonte:

Nós, ocidentais, quase sem perceber — talvez por força da própria cultura —, somos constantemente impelidos a criar oposições entre as dimensões da nossa natureza. Ocorre que tanto o coração quanto a mente estão sujeitos a excessos. Cada um, em sua devida medida, precisa trilhar o caminho rumo ao equilíbrio.

A paixão puramente ligada ao coração pode dominar a mente e gerar atitudes pretensiosas e irracionais. Por outro lado, a mente — tutora da razão —, quando tenta controlar a totalidade das coisas, tende a renegar e reprimir os impulsos do coração. Ambos precisam se harmonizar como amigos que se aconselham mutuamente em busca do bom senso. É essa unidade fraterna que gera belos atos no mundo prático, onde o corpo atua como porta de entrada e expressão para nossas realidades e ilusões.

Alcançar essa síntese exige coragem: a coragem de se desapegar de amarras e medos, de agir com o coração e abrir-se ao novo sem impor verdades absolutas. Assim, mente e coração fluem juntos com doçura e força de amor.

Creio que a crítica de Osho atinja os excessos — as energias desequilibradas —, e não a busca pela harmonia. O que ele chama de "razão" na verdade se aproxima das forças vivas do coração em vista de uma revolução amorosa sobre a realidade. Portanto, a teologia, os conceitos, as palavras e as teorias não precisam ser prisões: podem e devem estar a favor da mesma intenção de construir um mundo onde cada pessoa guie sua vida a partir da dimensão do Amor.

(L. E. P. de Vasconcellos)


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Presença na Ausência: A Compaixão Diante da Finitude

Diante da dor da despedida e do silêncio da perda, somos confrontados com a fragilidade de nossa própria condição humana. A ausência física de quem amamos nos deixa perplexos, mas é justamente no mistério da dor que descobrimos a força transformadora da compaixão. Este texto é um convite a olhar para o luto não como um fim absoluto, mas como o espaço onde o amor transcende o tempo e transforma a saudade em um modo de continuidade da presença.


Compaixão, uma das palavras mais importantes. Seu significado nos remete à capacidade de sentirmos juntos. Nesses momentos de despedidas sob baladas de eternidade, é preciso mais do que nunca ter compaixão com nossa finitude.

Só sentimos na certeza desse "momento corpo". Somos corpo, e é nele que expressamos a alma, uma doçura divina que sem o corpo gera um profundo silêncio de expressão, mas um barulho tremendo ao nosso corpo que sente apenas por meio dos seus cinco sentidos. Por isso, é conveniente ter compaixão com o corpo que na sua condição manifesta a certeza de uma saudade, estar órfão por sentir o outro amado como que ausência.

Contudo, esse sentimento de ausência também revela a importância do outro, revela a beleza do nosso amor, o quanto queríamos de novo abraçar, sentir com o corpo. Temos nesses momentos de despedida a certeza da real importância do outro em nossa vida. E, incrivelmente, temos a ligação e uma presença de alma onde o portal é exatamente o amor, pois nele não há a despedida, nele está condensada toda a presença do outro, tão amado.

O amor, nosso sexto sentido, precisa ser observado com clareza, pois nele, tão sentido na alma ainda corpo, ainda que maquiado de saudade que não pode ser desfeita, não há mais o encontro, há a certeza do outro como presença. Nessa morada, chamada amor, não há nem passado, nem futuro, permanece o laço comum, pura compaixão, pura unidade. Talvez uma prerrogativa divina em nós, "onde seremos NELE e ELE será tudo em nós", uma condição de presença feliz e eterna antecipada na morada (amor) de cada coração. O que, de certo modo, faz do coração sinal e lugar dessa eterna presença do outro.

Assim, o coração, espaço de pura alma, contraria os limites do corpo à realidade do estar sempre juntos. Essa realidade só será percebida ao vir da calmaria, por isso é preciso respeitar a condição do corpo que tanto nos serve na descoberta do amar. E sempre de novo nos conduzirá para além do agora.

Mas agora é apenas tempo para a compaixão, ternura e deixar que a Graça aja por ela mesma.

Sinceros sentimentos!

(Luciano E. P. de Vasconcellos)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Partida Inesperada



Partida antes da hora!

 Como expressar o sentimento de não conhecer alguém e sentir falta dela! Como perceber que de alguma forma você tem culpa, não culpa de peso na consciência somente, mas que se de alguma forma você estivesse mais intenso em sua vida, mas conectado a sua missão a história seria outra.
 De alguma forma meu coração me incomoda com o suicídio de um jovem chamado  Cristiano(esse da foto). Suicidou-se essa semana com gás de cozinha, no auge de sua juventude, acho que com 23 anos, casado, universitário, curtia um Rock de qualidade, está nesse momento num gavetão na Fabrício de Mattos.
 Cheguei atrasado ao enterro hoje, mas ele não se atrasou ao me abalar com a noticia quando a recebi, pouco foi embora ainda de minha mente. Conversando com alguns amigos o primeiro medo que nos bate, é o de que outras pessoas enveredem pelo mesmo caminho. A pergunta não cala: Por que "doido"? Por que não procurou ninguém? E por que não poderia estar lá pra chegar junto com você, mesmo sem te conhecer!
 Um amigo me disse uma frase do C.S. Lewis: "... quando um amigo morre, não morre somente ele, mas morre aquilo que ele poderia despertar em mim!...". Esse rapaz levou isso consigo. A música do Frejat faz muito sentido nessa hora : "...todo mundo é parecido quando sente dor...". E na hora da morte também.
 Escrevo esse email para externar meus sentimentos e para um recado aos amigos!
 Primeiramente percebo que preciso viver muito intensamente minha vida, e de maneira correta, que devo aproveitar ao máximo minha família, amigos e a melhor parte de mim! Que não se deve gastar tempo com bobeiras, vadiagens num extremo, religiosidade vazia em outro, que aquilo que é profundo nos relacionamentos deve ser feito, que eu devo ser fiel para  ter a sensação de papel cumprido! Lembro da frase dum Padre Ortodoxo chamado Serafim que diz assim: " Ache a Paz  no seu interior e uma multidão será salva ao teu redor!" . Hoje  percebi que preciso mais do que nunca achar essa Paz, pois o tempo que vivemos são tempos difíceis de se viver mentalmente. A maioria em depressão, a religião em crise, a sexualidade totalmente sem sentido e sofrida, terapias e 10 passos para não pirar estão presentes em todas as revistas, livros e pregações dos oradores de plantão que se pode imaginar. As cervejadas pra acalmar o estresse de nossos empregos sem sentido, as brigas por conta da falta de grana, ... etc ..... etc....
 O diagnóstico de nossos dias é que estamos sendo parasitados e não predados. A predação tem por descrição a morte imediata para alimentar o mais forte. O parasitismo é mais silencioso, não visa morte imediata, mas sim o alimento a longo prazo, o definhar gradativo. Estamos tendo vidas parasitadas, trabalhamos, beijamos na boca, estudamos, somos "felizes", tapeamos nossa vida com uma maquiagem que serve muito bem pros dias de sol, mas nos dias de chuva  e choro ela borra!
Vi que  preciso mudar alguns eixos na minha vida, deixar de ser fútil, apegados a piegas bobas com meus próximos e parar de gastar energia com  o que não devo. As pessoas dizem que o tempo devora, e estão certas, o Tempo Cronológico vem do grego, vem de Kronos, o deus que devora seus filhos com a boca, que a tudo come insaciavelmente. Mas  hoje  a ficha me caiu, percebi que nossas atitudes também pode devorar, devoram  a vida, a nossa vida, a vida de nossos amados, parentes, amigos!  pode parcer utópico mas o que meu coração realmente quer é que daqui a dez anos, eu olhe pra trás e tenha a sensação de missão cumprida, quero olhar pro futuro e saber que tenho planos baseados não nos sonhos dos outros, nas metas do mercado, da insanidade dum materialismo sugador, mas de ter minhas metas inspiradas em bondade não ingênua, mas sábia, pragmática, com a ajuda do Conselheiro Mor. E por fim quero viver meu presente de maneira sóbria, saber o que estou fazendo, Feliz, sabendo que o sofrimento não é algo a ser abolido, mas talvez é o único companheiro além de Deus que realmente nos acompanha por essa nossa vida! Finalizo com o sambinha triste:
Tristeza não tem fim felicidade sim!


Maicon Fecher

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Meu gato morreu!


Meu Gato morreu

Hoje infelizmente meu gato morreu, ohhhhh.Talvez é o que todo mundo pensa, sempre achei meio "sentimentalóide" quando via pessoas chorando por seus animais por mais vidrado que eu seja nos mesmos(amo bicho!). Mas quando acontece com agente é diferente, meu gato era excepcional, tinha 19 anos de idade, está comigo desde minha infância, passou comigo pela drástica separação da família, pela drástica reconstituição da minha 2° família, pelo casamento de minha irmã, pelo nascimento dos meus sobrinhos, pelo meu envolvimento e recuperação das drogas, pelo meu mergulho na tradição cristã!
 Quando o olhava, não via um animal irracional, ou tão pouco meu bichinho de pelúcia automático, via nele um insight, de que aquele ser passou por tudo aquilo, tudo aquilo que me moldou, melhorando-me e piorando-me, sem nenhum gasto sentimental como os meus. Obvio Maicon! Ele tem um cérebro pequenino, diferente do ser humano, mas mesmo assim(não quero entrar no detalhe se ele tinha consciência ou não) acho que ele passou por tudo, viu tudo do mundo dele. Percebi nisso uma coisa, ele é outro ser, outra "entidade", nesse momento, pensei em Deus, Deus é outra coisa também, não sei o que ele é, a própria religião insiste em catalogá-lo, mas ele é totalmente fora de mim, tem outro olhar, outro "cérebro", perto dele eu que sou o gato!
 Protestantes possuem a péssima mania de ser iconoclastas com tudo, acham que perambular no pensamento em imaginar que meu gato poderia se encarnar em algo ou alguém seria um absurdo, também nossa tradição possui outras perspectivas, mas sabe, fiquei a pensar que um animal com manifestações tão carinhosas e autênticas nesses dezenove anos não mereceria desaparecer como muitos falam e virar nada! Acho que deve haver continuidade, minha alma (pode dizer que apego ou idolatria) diz lá no fundo: Eu quero te reencontrar em algum lugar! Se sinto isso de "um bicho", imagina da minha querida Avó que marcou tanto minha vida e que partiu á tanto tempo! E no futuro, minha mãe, esposa, etc? Penso hoje  na morte. As últimas tentativas dos ATPs resistirem a paralisação, procurando desesperadamente um local para transmitir sua carga energética, a entropia chegando e tomando conta do lugar, passo a passo no seu processo  de tomar posse do que é seu! Além da bioquímica penso que a morte me evoca laços sentimentais, que precisam transcender o que é matéria! Insights me encucam o cabeção, coisas que vão além do fato do pobre do gato que morreu de velho! Penso que, se são laços, então, devem estar além das moléculas, o sexo deve estar então além da vagina e do pênis, tem que  penetrar na alma, o amor : carteira, casa, carro e roupa lavada, mas tem que ter caminhada, aliança de coração, fidelidade! O dim dim ahhh esse tem que transcender o papel moeda e embaçar no nobre conselho de Cristo: Granjeai amigos com as riquezas das iniquidades, para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos, Lucas 15-1 ao 13. A grana meus amigos deve ser nosso marionete e não ao contrário.  Investimento, visão de futuro, estabilidade devem ser conceitos que devem abarcar o ser humano, o amigo, devemos dar a roupa ao pobre não só quando fica velha! Devemos talvez já investir no coitado pra que não fique pobre, ou que compremos uma "ropicha" quando possível!
 Os fundamentos que nos movem, teóricamente, deveriam transcender nossa realidade física! A realidade física não é um pólo oposto a realidade subjetiva/abstrata/interior, na verdade se trata de uma relação de propriedade emergente. Assim como conceituamos o pobre do gato coma pertencente a Família: dos felinos e da  Espécie: vira-lata, a realidade se desenrola na mesma propriedade emergente e não em pólos dentro/fora, mas tão pouco são uma coisa só, como denota a relação  emergente! Com isso acho que o conceito muda, como professor Luiz Gonzaga afirma: existe uma distância entre interno e externo, entre ideologia e trabalho prático, entre sonho e realidade. Esse é nosso desafio, como uma espécie em estado de mutação trilhando um caminho que ninguém trilhou, pra um destino que pode se chamar de:  ? .  Convertendo radiações ultravioletras em modificações físicas da base do DNA vamos mudando a morfologia, fisiologia, comportamento, anatômia e ai sai o novo bicho mutante, inédito! Esse caminho, esse  re-fundar, talvez passe pela experiência como a de um caçador, abrir a mata no peito e na raça, buscar a profundidade a seco ou a molhado, a resposta está mais na insistência do que na orientação(essa que se torna logo atrasada diante das atualizações dos "software" da realidade, mas também tem seu enorme valor). Até na morte, a JUJU (minha falecida gatinha, da Espécie vira-lata, da Familia dos felinos), me faz bem, me faz pensar e ver que minha "pequenes" revela o verdadeiro sistema oculto que sou, e que Deus se trata não somente de um solucionador de problemas pessoais ou agenciador de empregos, mas uma cara da moeda que eu nunca vi e que preciso descobrir pra me sentir mais pleno! Nesse sentido  entendo a frase biblíca que diz que no esconderijo do altíssimo, na sombra do Onipotente encontro descanso!

Um abraço a todos, e boa semana!

                                                                     Maicon Fecher

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

UM CAMINHO DE QUALIDADE DE VIDA


Meditação Zhan Zhang


Proveniente da China, o Taijiquan (Tai Chi Chuan) é uma arte que promove o cultivo de saúde, equilíbrio e paz. O praticante, gradativamente, desenvolve o autoconhecimento a partir da percepção do seu corpo e das vitalidades que o envolve. Na prática, a filosofia do Tai Ji (harmonia do movimento entre o Yin e o Yang) expressa-se corporalmente na unidade entre  a forma (coreografia e postura correta), a intenção (mente ou espírito) e a respiração. Gerando assim um efeito profilático resultante da integração entre exercícios moderados, meditação e marcialidade. Por isso, a manutenção e a promoção da qualidade de vida têm destaque pelos que buscam esta arte, também chamada: "Técnica da Longevidade".

Simples chicote


            O Taijiquan, como atividade física, atua principalmente nos tendões e nas articulações, tornando o indivíduo menos propenso a um conjunto de doenças. A atividade constante com a respiração, por sua vez, atua no sistema circulatório, respiratório e digestivo, melhorando e fortalecendo a atividade desses órgãos.
O espírito alerta, disposição física e mental, capacidade de concentração são benefícios desenvolvidos pela prática regular do Taijiquan. No aspecto psicológico[1], o Taijiquan atua restabelecendo o equilíbrio emocional, minimizando a ação de agentes estressantes do organismo, podendo se caracterizar como uma ferramenta que auxilia a pessoa na sua adaptação ao contexto em que está inserido, pois ao possibilitar o conhecimento de si em relação às realidades que o cercam, tem-se elementos para o desenvolvimento de posturas comportamentais.
Todos os elementos supracitados fazem do Taijiquan um caminho de cultivo da qualidade de vida. Desde sua origem, o Taijiquan apresenta em sua identidade uma milenar herança cultural sobre a importância da prevenção como garantia de um bem-estar. Essa característica pode ser percebida como uma estratégia no texto a seguir:

"O ideal de curar uma doença antes de ela ter início era o principal preocupação presente no tratado de Sun Tzu sobre a guerra, que data mais ou menos dois mil anos atrás. Esse ideal revela afinidades com o ideal do Tai Chi, qual seja, o de não opor a força, de não dar azo a um conflito, mas curá-lo desde o início.[2]"
           
            

                                                                                                          Luciano E. P.de Vasconcellos
                                                                                                           Instrutor de Taijiquan Chen 


[1]  KIYAN, Lucia , Tai chi chuan na psicologia, in: http://www.sbtcc.org.br/ar-psicologia.php
[2] CROMPTON, Paul - O Livro Básico do Tai Chi - São Paulo, Pensamento,1994. p 112.