Que venha lucidez
Cada pensamento
Eis uma resposta contextual
A alma é poética, mítica e descritiva...
Força lançada para fora
Um vento que passa
Vai além sua origem
O Propósito torna se brincadeira
E o que nasceu recontextualiza
O novo encarna singularidades.
Nela não há repetição
O vem a compor-lhe
Há um tudo de novo
A experiência é única
Mundo dos eus
Seja simbólica
Seja diabólica.
Lá um "Deus" fala
Há um campo imaginal
A sacada importa
Do oriente a Dança flui
Balançar é equilibrar-se
Praticar é conhecer
Sentir é viver
Sorrir é alegria
Hoje a vida corre
A alma quer ser máquina
Obsessiva, moderna
Metas são plantadas
Tudo deve estar
Na fôrma de uma forma
Engana-se feliz assim
A aventura não é desordenar
É liberdade de somar
O útil verte-se inútil
Se nobre sentido se perde
O prático verte em ócio
O ócio é trabalho
Deveria ser
Poderia ser
Nunca escravo
O inútil a nada serve
A nada precisa responder
Nossa! Quão útil és
A modernidade perde a leveza
Tudo se cobra
Naturalidade vira a falta
O tempo para contemplar
O coração geme silêncio
Mas se olhas o horizonte
A oportunidade se faz
Há beleza nisso
Há algo sempre a despertar!

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