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sexta-feira, 6 de março de 2026

Há algo sempre a despertar


Que venha lucidez

Cada pensamento 

Eis uma resposta contextual

A alma é poética, mítica e descritiva...

Força lançada para fora

Um vento que passa

Vai além sua origem

O Propósito torna se brincadeira

 E o que nasceu recontextualiza

O novo encarna singularidades.

Nela não há repetição

O vem a compor-lhe

Há um tudo de novo

A experiência é única

Mundo dos eus

Seja simbólica

Seja diabólica. 

Lá um "Deus" fala

Há um campo imaginal

A sacada importa 

Do oriente a Dança flui

Balançar é equilibrar-se

Praticar é conhecer

Sentir é viver

Sorrir é alegria

Hoje a vida corre

A alma quer ser máquina

Obsessiva, moderna

Metas são plantadas 

Tudo deve estar 

Na fôrma de uma forma

Engana-se feliz assim

A aventura não é desordenar

É liberdade de somar 

O útil verte-se inútil

Se nobre sentido se perde

O prático verte em ócio

O ócio é trabalho

Deveria ser

Poderia ser

Nunca escravo

O inútil a nada serve

A nada precisa responder

Nossa! Quão útil és

A modernidade perde a leveza

Tudo se cobra

Naturalidade vira a falta

O tempo para contemplar

O coração geme silêncio 

Mas se olhas o horizonte

A oportunidade se faz

Há beleza nisso

Há algo sempre a despertar!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Pêssego



Claves de Sol, tons de amor: Registros no coração
Gosto de beijo, sentir o sabor dos frutos de pessegueiros
Formas e cor à luz do sol, cheiro em água na boca
Desejo enfim, o paladar em doces mordidas pro saciar
Vento no rosto, calor de corpos
Poema de encontro, a dois o presente:
Um "que" do que basta, o querer desse estar.

Nada mais do fazer, a não ser
Cultivar e colher, depois comer
Sentir que veio sem perguntar
Tão bom de deliciar.
É tão bom saborear
Bom é te degustar.

Gestos e sentidos em sutilezas
Nesse presente agora, antes e depois
É só alma a sorrir.
Aglutinando o tempo
Na delicadeza de um momento
Muito mais que isso...
Essa força interage eu e você
Perfeição em sabor.


                                                                       (Vasconcellos, L. E. P.)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Unívoca


Quando eu vi que lá do outro lado, negro era a paz

Juro que de cá me admirei

Quando eu vi que aqui, branco era a paz

Juro que cá descobri a unidade que faz a paz


Olhos largos, olhos amendoados

Traços e cores em tantas faces

Sutilezas e sabores em tantas distinções

A diferença é o igual pra lá de semelhanças


Não sei brincar de sorrir

Sorrir já é brincar

Brincar é coisa séria

Coisa séria é ser feliz


Pra que tanto se apegar

Se o que há, há

E o que será, será? Não sei

E aqui estou a parar de perguntar.

Vou deixar a dúvida no ar...

Para assim continuar

Que nem de lá, nem de cá

Apenas, em comum estar.


É só isso que eu quase sei...