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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Ao alcance de todos I - Bom senso x Consenso

Ao alcance de todos I – Bom senso x Consenso
O senso refere-se à capacidade de entender e julgar. É a característica e a qualidade de quem é sensato e prudente.
O bom senso pressupõe um juízo ou entendimento qualificado. Ele possui uma abrangência que o torna menos suscetível ao erro e independente do consenso.
O consenso é um resultado quantitativo. Ele se dá pela concordância ou uniformidade de opiniões, pensamentos, sentimentos e crenças da maioria ou da totalidade dos membros de uma coletividade.
Exemplos e Reflexões:
  1. "Um líder democrático, ainda que munido de bom senso, deve se submeter ao consenso de seu parlamento. Caso contrário, será um totalitário."
  2. "Um sábio, em seu bom senso, defendeu um injustiçado. Contudo, por contrariar o consenso dos iníquos, o homem foi condenado como comparsa."
  3. "Em um regime totalitário, se todos os homens tivessem bom senso, seu líder necessariamente agiria de forma democrática. Portanto, o nome do regime deste utópico estado poderia ser qualquer outro, pois, novamente, prevaleceria o espírito democrático."
  4. "Em cada ser humano, o senso é peculiar. Há um conjunto de variações, acontecimentos e influências que determinam sua capacidade de entender e julgar. O humano, nesse sentido, está mais propenso ao erro porque não lhe é possível a onisciência. Sua pretensa consciência é o todo que lhe cabe na graça do aprendizado, na capacidade de distinção e na coerência entre seus signos simbólicos e as forças (leis) da natureza."
  5. "Não importa o regime: um líder será amado pelo povo ao bajular seus ouvidos, suas crenças e suas convicções..."
(L. Vasconcellos, 39)
Leitura recomendada: O Príncipe (Nicolau Maquiavel)

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